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Soul do caminho e da experiência



“A vida é um acúmulo de experiências e sensações.” Com esta frase do espanhol Juanjo Sáez, autor do livro A Arte: conversas imaginárias com minha mãe, inicio esta reflexão sobre o novo filme da Disney e Pixar, a animação Soul. Em 1h40 o filme consegue abordar diversos temas filosóficos (morte, propósito, valores, virtudes, sentido de vida) e traz à tona as grandes perguntas da humanidade: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Contudo, como qualquer coisa na vida que podemos ver por diversas perspectivas, acredito que todo empreendedor pode tirar ensinamentos também.


Em poucas palavras, o enredo é sobre Joe Gardner (alerta de spoiler no texto inteiro!), um professor de música do ensino fundamental que sonha em fazer parte de uma banda de jazz. Porém, quando a esperada chance cai em seu colo um pequeno passo em falso leva sua alma para o plano espiritual. Nesse local, Joe torna-se mentor de 22, uma alma que não encontra sua motivação e não faz questão alguma de encarnar na Terra. Por isso, penso que duas oportunidades de reflexão podemos extrair do filme.


A primeira é a de não criar expectativas apenas na chegada de um ponto específico. Joe queria muito ser um grande músico e, quando consegue, sente-se incompleto ainda. Falta alguma coisa que ele não sabe explicar muito bem o que é. Ao ter a oportunidade de rever os pontos de sua vida na Terra, ele percebe que não aproveitou as pequenas conquistas ou momentos simples, pois estava só focado no resultado. Aproveite a trajetória. Ao abrir uma empresa vamos aprendendo diversas funções além da nossa formação. Faz parte. Muitas ferramentas são agregadas, muitas pessoas diferentes contribuem com processos, ensinamentos, conselhos… Empreender não é apenas uma caminha profissional. É também uma jornada pessoal de crescimento.


Já a segunda é sobre que apenas a teoria não dá experiência. É preciso pular na água para aprender a nadar. Somente lendo sobre toda a técnica, não vai te tornar um nadador. Veja bem, quero deixar bem claro que não estou desmerecendo a academia ou os teóricos, seja da administração, do design ou da comunicação (adoramos teoria na Carpes. Quem nos conhece, sabe que temos nossa biblioteca e autores que, volta e meia, citamos em reuniões). Porém, empreender é estar no dia a dia. É complexo mesmo. Precisa-se desenvolver habilidades que apenas a teoria não traz. No filme, a personagem 22 não queria encarnar na Terra porque ela não enxergava sentido apenas na teoria que aprendia no plano espiritual. Foi preciso cair na Terra para aprender, por exemplo, “como caminhar era bom” ou “como a pizza era saborosa”.


Claro que esses pontos são nossas visões de leitura. Você, inclusive, pode enxergar outros. Muitas pessoas têm um pouco de preconceito em assistir desenhos ou animações porque “são filmes infantis”. Claro, tem momentos de gracinhas para as crianças. Mas o olhar atento, o conhecimento de vida e a sensibilidade do adulto, podem trazer leituras incríveis de crescimento. Empreender é isso. Agregar novas habilidades, nem que sejam pequenas, todos os dias. Olhar as coisas de outra forma. Juntar teoria e prática, experiência e vivências.



Byron Andrew

Sócio da Carpes


Carpes

Design e Gestão de Marcas

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