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Série Gestão de Marcas | Post #02 | Todos queremos mudar, desde que não mudemos nada


Por que é tão difícil mudar? Seja um hábito, uma dieta ou de lugar? É curioso pensarmos que o ser humano passa a vida inteira em busca de segurança e estabilidade e, uma vez alcançando uma certa “zona de conforto”, não quer que nada mude. É compreensível... afinal, por que mudar? Contudo, por mais clichê que possa parecer, a vida é mudança constante. Crescemos, envelhecemos, nos transformamos. Isso é inevitável.


Na Carpes a mudança é a palavra de ordem no nosso trabalho. Sempre que chegamos até um cliente, há o desejo de que a empresa melhore sua comunicação, seus processos, seus produtos, seu relacionamento com clientes, fornecedores e parceiros para que, consequentemente, possa crescer e prosperar. No entanto, em diversas situações percebemos que o desejo de melhorar do nosso cliente é insuficiente, quando não é acompanhado de novas atitudes: “desejamos mudar, desde que não mudemos em nada a nossa forma atual de ser e de fazer”.

As mudanças, seja em nível individual ou organizacional, em geral são lentas e gradativas. Por exemplo, desejamos que o meio ambiente seja preservado, porém muitas vezes não separamos o lixo entre “orgânico” e “reciclável”. Isso não quer dizer que o desejo de agir não seja genuíno. Às vezes, só quer dizer que temos o hábito arraigado de utilizar somente um mesmo coletor para todos os dejetos e que, para mudá-lo, será necessário comprar mais recipientes, entender melhor as regras de separação do lixo, educar as pessoas ao nosso redor para seguir as novas regras... enfim, será necessário dedicar um esforço para concretizar este desejo, que pode ser empenhativo e por isso não o fazemos. Mudar, geralmente, dá trabalho. As empresas desejam sim mudar, evoluir, conquistar melhores processos. São propósitos genuínos, porém alcançar este estado de melhoria contínua pode ser cansativo, pode gerar desconforto e demanda disciplina e uma certa insistência.


Muitas vezes vemos clientes frustrados com esse processo, ao tentar terceirizar a sua responsabilidade como agente de mudança a terceiros. Em alguns casos, há uma crença de que ao contratar um consultor externo ele será capaz de resolver os problemas de sua empresa sozinho. Fazendo uma comparação, é como contratar um personal trainer ou uma nutricionista desejando emagrecer, mas não seguir as recomendações destes profissionais, mantendo exatamente seus hábitos sedentários e sua dieta desbalanceada. E quando o resultado não aparece, delegar a culpa do fracasso aos profissionais, e não ao próprio paciente.


Mas a boa notícia é de que é possível sim vencer a inércia. Se por um lado o processo não é rápido, por outro lado quando se conquista a mudança, ela tende a ser permanente e estrutural. É como provar uma nova comida da qual nunca pensamos, nossa tendência é pedir sempre aquilo que já conhecemos e apreciamos, mas então alguém nos oferece um prato novo, insiste para que provemos, nos convence com argumentos, da textura ao sabor. Quando finalmente nos permitimos experimentar, descobrimos que adoramos esse novo prato, e então o incorporamos na nossa rotina, abrindo um novo leque de possibilidades. Trabalhar com Gestão de Marcas é tentar mostrar aos nossos clientes as possibilidades, e com paciência e persistência garantir que eles não recusem uma proposta de mudança sem antes terem experimentado.



Miguel Carpes

Sócio da Carpes


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