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Quanto vale o lucro?



Já escrevi certa vez aqui no Blog da Carpes a relevância das palavras e que, para cada pensamento, ou para cada ideia, existem termos exatos que retratam o que queremos expressar. Assim como seu oposto, o problema do esvaziamento das mesmas, deixando as palavras pobres e rasas. Por exemplo: a palavra ambição não é sinônimo de prosperidade. Aspirar prosperidade, seja ela profissional, empreendedora ou pessoal, nada tem a ver com ambição. Ambição não é virtude, mas sim um vício. Ambição é sede. É uma ação desmesurada quando fazemos qualquer coisa para saciar um desejo.


Desejo é um laço entre um determinado objeto (ou situação) e um indivíduo atado por um vínculo que o prende e nunca o satisfaz. Você já comeu aquele chocolatinho uma vez na vida e nunca mais sentiu vontade? Comeu e passou? Não! Porque toda vez que consumimos um desejo ele aumenta. Toda vez que temos sede de algo e consumimos, ele volta. Desejo não se satisfaz. Está sempre preso no passado repetindo alguma coisa que já foi, por isso pode nos limitar ou nos deter.


Podemos ter reconhecimento, aplausos, riqueza, status e sucesso? É claro! Não faz mal algum e não é proibido. Nos sentimos orgulhosos quando somos reconhecidos, não é mesmo? Se estamos trabalhando de forma honesta, comercializando produtos ou serviços justos, qual o problema do reconhecimento? Mas se para enriquecer, ou possuir reconhecimento, passamos por cima de valores humanos, machucamos ou denegrimos a imagem de pessoas por causa de uma visão de sucesso cega, onde elevamos nosso desejo acima de tudo e de todos como a coisa mais importante da vida, onde somos capazes de fazer qualquer coisa para obtê-los, estamos nos realizando ou nos detendo por esse desejo? Todos que têm a sede apenas do lucro pelo lucro, não conseguem sentir prazer em suas atividades, resultando em uma oferta de serviços / produtos banais para seus consumidores.


Peter Drucker (1909 - 2005), atuou como consultor empresarial, professor e autor de dezenas de publicações (um dos principais teóricos acadêmicos da administração), foi um dos primeiros escritores a afirmar que “para uma empresa o lucro é consequência e não causa”. Uma empresa voltada simplesmente para o lucro não dura. Empresas são entidades sociais e, como tal, existem para servir seus consumidores que, em contrapartida, lhe recompensam com o lucro.


A Carpes orgulha-se de vender ideias e soluções que aproximam os consumidores dos nossos clientes. Não vendemos “sucesso” porque acreditamos que ocorre naturalmente quando o produto/serviço do nosso cliente cumpre as promessas que são transmitidas na comunicação. Acreditamos que o sucesso duradouro de uma empresa depende de uma visão baseada em propósitos. Não em ambição.



Byron Andrew

Sócio da Carpes


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