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O que Sêneca pode nos ensinar sobre o relacionamento com nosso cliente?



Sêneca em carta a Lucílio, disse que toda relação, seja ela de amizade, amor ou clientela deve ser entendida como um pacto. E nesse pacto, ambos tem uma obrigação primordial: a de ser professor, ser educador de si mesmo. É preciso ensinar ao outro aquilo que ele pode esperar de você. E por que isso é importante? Porque evita grandes frustrações. E a origem da maioria dos problemas em relacionamentos, nasce exatamente daquilo que não foi dito, mas sim presumido.

A falta de comunicação segue gerando pacientes para os terapeutas de casais. O que eles fazem nesse tipo de terapia? Falam. Falam clara e diretamente, com a ajuda do especialista, o que o outro precisa saber sobre seu parceiro e seus sentimentos. Esse tipo de problema acontece em todo tipo de relacionamento, inclusive com nossos clientes. A questão é que não poderemos levá-lo a um terapeuta para nos ajudar. Nós mesmos temos que lidar com isso. Toda vez que deixamos de dizer coisas importantes sobre nós, nossa empresa e nossa forma de atuar, permitimos uma grande zona cinza na mente do nosso cliente e o deixamos presumir as coisas. Abrimos assim as portas para possíveis frustrações e mal entendidos.

A boa notícia? Como comentamos no início do texto, o filosofo Sêneca, que nasceu em 4 a.C., já nos trouxe a solução para minimizarmos esse problema: fazermos um pacto com nossos clientes. Um pacto onde dizemos da maneira mais transparente possível, o que ele pode e não pode esperar do nosso trabalho e da nossa forma de agir. E também o que esperamos dele, afinal os relacionamentos são uma via de mão dupla. Dessa forma, evitamos surpresas. Pode ser um trabalho de correção continua, de alinhamentos permanentes. Mas certamente nos aproximaremos de nossos clientes e evitaremos grandes crises.

Embora a solução tenha mais de dois mil anos, não é fácil de executar. É difícil resistir a tentação de ser tudo para todos. De se adaptar a diferentes demandas e exigências para termos mais e mais clientes. Mas ao fazermos isso nos distanciamos de quem realmente somos, e com o tempo a essência sempre aparece. E se a promessa não foi verdadeira, pagaremos o preço da frustração que fomentamos, prometendo o que jamais poderíamos cumprir. A melhor coisa que podemos fazer é agirmos com a máxima transparência, e darmos ao nosso cliente a oportunidade de aceitar ou declinar do pacto, caso não sejamos o que ele espera. Assim, teremos a oportunidade de termos relacionamentos duradouros, com clientes que nos escolheram pelo o que realmente somos.

Uma dica: assista a aula do Professor Clóvis de Barros, que fala exatamente sobre isso nos 10 minutos finais:


Miguel Carpes

Sócio da Carpes


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