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O que Daniel Day-Lewis tem a nos ensinar sobre comunicação?


A lista de filmes no currículo de Day-Lewis é relativamente curta para seu tempo de carreira. O ator britânico-irlandês é conhecido pela qualidade, e não pela quantidade, de seus trabalhos. E todos eles se destacam por uma intensidade e profundidade singular dedicada à pesquisa de cada papel. É justamente isso que Daniel tem a nos ensinar: o poder que a pesquisa e o aprofundamento têm na hora de criarmos projetos realmente únicos!

Daniel Day-Lewis é o homem que mais venceu o Oscar de ator principal. Conhecido por sua seletividade, para aceitar um projeto Day-Lewis exige ter tempo de elaboração. Em Sangue Negro, por exemplo, ele dedicou 4 anos para construir o personagem que lhe renderia seu segundo Oscar. Em Gangues de Nova York, Lewis não deixava de usar o sotaque nova-iorquino mesmo fora da gravação, e chegou a ficar doente por se recusar a usar um casaco moderno, que não existia no século 19, quando a trama do filme se passa. Tudo isso buscando dar mais autenticidade ao seu personagem. Sentir-se realmente na pele dele. Como nas filmagens de Meu Pé Esquerdo, onde Daniel se recusava a levantar da cadeira de rodas, na qual vivia seu personagem, mesmo sem estar filmando. Certa vez declarou que: "A vida vem em primeiro lugar. Quando eu vejo um personagem, primeiro eu tento ver a vida nele".


O ator pesquisa e faz a imersão buscando ter subsídios para construir seu personagem. Se ele não realiza tal processo, corre o risco de fazer uma interpretação rasa, ou repetir o mesmo papel que já fez, pois ele vai trabalhar apenas com a bagagem que já tem e não com algo novo. Em um projeto de comunicação vale o mesmo, se ao iniciarmos um trabalho relevante não formos pesquisar e nos aprofundar no cliente e na sua realidade, correremos o risco de realizarmos trabalhos “mais do mesmo” ou mais grave ainda, que não irão gerar o retorno esperado. Quanto mais profundo é o garimpo, maiores são as pepitas!


Seja na construção de uma Gestão de Marca ou na criação de uma Identidade Visual, é essencial a imersão no projeto. Por isso, aqui na Carpes, já passamos mais de uma vez, turnos inteiros dentro das empresas que nos contratam. Conversar profundamente com nosso cliente, com seus funcionários e pesquisar intensamente o universo que lhes rodeia. Como é seu mercado, como sua empresa funciona e porque funciona daquela forma. O que julgamos possível, fazemos. Precisamos disso para podermos construir seus projetos. Toda essa imersão colabora de forma crucial para a qualidade do trabalho desenvolvido. Por isso o tempo é de extrema relevância. É preciso fazer sempre a escolha entre qualidade e quantidade. E ao optar pela primeira, o tempo investido é quase sempre revertido em grandes trabalhos. Daniel Day-Lewis está aí e não nos deixa mentir.



Miguel Carpes

Sócio da Carpes


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