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Esforço X hobby



O crescimento se faz com diálogo e com pontos de vista diferentes, não é mesmo? Por isso, gostaria de trazer uma reflexão de Mark Cuban, investidor, apresentador do Shark Tank americano, dono da HDNet Movies (rede de TV a cabo americana) e do time de basquete Dallas Mavericks. Segundo Mark, não devemos profissionalizar nosso hobby. Hobby é diferente de algo que se possa dedicar para colher frutos.


Esse raciocínio lembrou-me quando fiz um jantar (eu gosto de cozinhar) para alguns amigos que elogiaram os pratos e falaram que eu deveria deixar a comunicação e trabalhar com gastronomia. Ser um cheff profissional. Prontamente respondi: mas nunca! Não é porque eu gosto de cozinhar, explorar temperos e assistir ao MasterChef que eu devo tornar isso minha profissão.


Para Mark, quando gostamos muito de uma coisa, podemos superestimar nosso conhecimento sobre essa determinada coisa (eu “acho” que cozinho bem), e nem sempre somos bons naquilo só porque gostamos. Os pontos em que realmente nos desenvolvemos são aqueles que exigem esforço e desenvolvimento. Em entrevista para a rede CNBC, Mark relata que sempre foi apaixonado por beisebol e sonhava em ser um grande jogador. Mas quando fez um teste e descobriu que seu arremesso chegava a 112km/h, enquanto jogadores profissionais lançavam bolas rápidas na faixa de 145km/h, se deparou com uma rotina de treinos que não gostaria de enfrentar. “Quando somos bons em alguma atividade, torna-se prazeroso.”


Seguindo essa linha, eu não ficaria horas treinando corte de legumes em cubos. Trato os alimentos com higiene e cuidado, mas sem técnica. Corto do meu jeito e fica bom para o meu paladar. Claro que estar bom para o meu paladar não significa que estaria apto a trabalhar em um restaurante francês onde técnica e precisão são fundamentais.


Muitos empreendedores acreditam que são muito bons naquilo que fazem. Mas, todo mundo não quer ser bom naquilo em que atua? O que diferencia esse senso-comum? Para Mark é necessário esforçar-se. Seguir o esforço, não a paixão. Quando transformamos nosso hobby em trabalho, podemos arruinar nosso passatempo, porque será responsabilidade.



Byron Andrew

Sócio da Carpes


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