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Provocações, questionamentos e estudos sobre comunicação.

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Bem-vindos à Matrix



Há alguns anos, vários estudiosos falavam sobre a obsolescência, ou morte, dos meios de comunicação de massa (rádio, jornal, TV). Esses teóricos defendiam uma tese que, segundo eles, a concorrência entre si, resultaria no abandono de um meio para adesão de outro. Exemplo: a televisão sendo mais atrativa que o rádio, unindo o som com a magia da imagem em movimento, acabaria com o rádio. Contudo, os dois permaneceram vivos e ativos por muitos anos.


Hoje, percebemos que os mesmos não morreram, mas sim, evoluíram com a ascensão, e rapidez da tecnologia. O rádio, tradicional companheiro matinal de notícias e músicas, adaptou-se para um aplicativo na tela do smartphone. Assim como a televisão, que está migrando sua programação para a internet que, além de programas ao vivo, dispõem de conteúdos exclusivos para assinantes.


E assim como eles, outros meios de comunicação também estão concentrando suas forças na internet. Um movimento natural uma vez que, segundo dados divulgados pela UIT - União Internacional de Telecomunicações (uma agência ligada à ONU), em 2018 o número de pessoas conectadas à rede superou o daquelas que ainda não têm acesso. Cerca de 3,9 bilhões de pessoas, equivalente a 51,2% da população mundial estão conectadas. Em países desenvolvidos, a conexão chaga para 80,9% das pessoas. Ainda segundo a UIT, a cobertura da conexão móvel (celular) já chega a 96% das áreas povoadas do planeta!


A internet das coisas, por exemplo, já é uma realidade. Países como Espanha, já adotaram um sistema interligados em suas vias públicas para avisar os motoristas sobre lugares disponíveis mais próximos para estacionar. Para não ficar uma realidade tão distante, aqui no Brasil, sensores junto às plantações identificam radiação solar e direção do vento, enquanto máquinas semeadeiras mostram em tempo real a extensão do solo que está sendo utilizada no plantio.


Já os investimentos publicitários no meio digital surfam na mesma onda de crescimento. A Adidas, por exemplo, desde 2016 não investem mais em televisão, visando apenas a internet como estratégia para suas ações de marketing, estreitando a relação com seu público. E esse movimento não é por mera preferência: segundo dados divulgados pelo CENP – Conselho Executivo de Normas Padrão, de todo bolo de investimentos em publicidade no Brasil a internet já representa 14,4% da fatia dos investimentos gerais na comunicação.


Não há mais o que fazer: a internet e os gadgets digitais estão presentes e mudaram a forma de consumo, interação e relação das pessoas, tanto com marcas como com outras pessoas. Quando não estamos na internet não nos atualizamos, somos jurássicos. Deve ser por isso que o Google usa aquele dinossauro, no joguinho, quando sua máquina não está online.


Dentro desse panorama, empresas que não estiverem adequadas ao ambiente digital, estão perdendo mercado, consumidores e dinheiro. Segundo Bill Gates “se sua empresa não está online, ela não existe.”



Byron Andrew

Sócio da Carpes


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