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3 dicas para vender seu peixe


Apresentações expositivas costumam ser um momento de tensão para quem está divulgando uma ideia, um produto ou até mesmo sua empresa. Como forma de mascarar o despreparo, ou até mesmo ter mais segurança, muitas pessoas entopem de texto os slides e abusam de cores e transições cinematográficas. Mas sentimos informar: muito texto atrapalha e grandes efeitos não substituem uma fala cativante e segura. Uma apresentação boa, em nosso ver, exige apenas 3 pontos: um planejamento (roteiro), um discurso (oratória) e um material de

apoio (não necessariamente slides e utilizado quando necessário).


1. Sobre o roteiro

Inicie sua apresentação no papel. Exato! No papel mesmo. Pense no que você irá falar. Pense na cronologia da fala: o que deve vir primeiro, solução ou problema? Como é seu público: descontraído e jovem ou sisudo e sênior? As pessoas gostam de ouvir histórias, por isso, é fundamental que você tenha um bom roteiro. Ensaie sua apresentação. Caso contrário, você terá ouvintes atentos apenas por 5 minutos. Depois vão lembrar das listas do supermercado, do e-mail não respondido ou do episódio final de sua série favorita que irá ao ar amanhã. Caso você esteja vendendo um produto, ou sua empresa, geralmente, estas perguntas aqui podem te ajudar a abranger uma exposição clara, objetiva e funcional:


1) O que você faz?

2) Que problema você resolve?

3) Qual seu diferencial?

4) Por que seu ouvinte deve se interessar?


E não esqueça do fator de elegância de sua apresentação: tempo. Estourar o tempo passando slides apressadamente, além de causar uma péssima impressão, mostra seu despreparo com o tema. Te deram 5 minutos para falar? Fale em 5 minutos. Seja matemático e categórico com o tempo.


2. Sobre a fala

Cícero (106 a.C a 43 a.C), grande filósofo, advogado, político romano, considerado o melhor orador da história. Falava muito bem. Falar bem pode ser algo vantajoso socialmente. Podemos conseguir grandes coisas através da oratória. Na época dele, onde não existiam WhatsApp, direct ou inbox, a fala era tudo. Para Cícero, o péssimo orador é aquele que, após sua exposição, todo mundo sai pensando nele: “Nossa, que cara bom...” “Olha como ele fala bem...” “Que presença de palco...” Esse é péssimo. Já o bom orador é aquele que todo mundo sai da apresentação pensando em si mesmo: “Como eu nunca havia pensado nisso antes?” “Então, posso fazer diferente na minha empresa?!” “Acabo de lembrar de uma situação que poderia ter agido diferente...” Esse é o excelente orador. No primeiro caso a estrela é o falante, no segundo é o assunto. O bom orador faz o ouvinte virar-se para dentro de si e refletir sobre o que está ouvindo. Boa fala não é vocabulário rico, e sim clareza e convicção.


3. Sobre o apoio

Depois de ter planejado e ensaiado a fala, vem o material de apoio. Se o seu for slides em ppt, muito texto é um ponto que não favorece. Na verdade, quanto menos texto, melhor. A função do texto é pontuar e auxiliar na fala, e não ser a sua fala. Jamais leia os slides! Pense o seguinte: texto no slide o ouvinte irá ler ao invés de ouvir. É lógico. Insira palavras que irão somar com sua fala, não competir a atenção com você. E slides são o modo mais tradicional atualmente. Lembre-se do tempo de Cícero em que era tudo no gogó... Use e abuse da criatividade: pense em objetos que podem auxiliar em sua narrativa também. O material de apoio serve como uma âncora para a lembrança.


Aqui constam alguns pontos gerais. Tudo depende da situação e do que será falado. Caso você não seja como Cícero, e se tivéssemos que aconselhar apenas uma dica, diríamos: ensaie. Ensaie exaustivamente. Ensaie até a fala dura e trancada se tornar suave e natural. Segurança na fala é tudo.



Byron Andrew

Sócio da Carpes


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